
Como a Mersy entrega analytics aos maiores grupos da França sob a própria marca
Uma consultoria francesa especializada em contratos de TI transformou seus painéis Qlik Sense em um portal de clientes com a identidade Mersy, integrado ao CRM e ao sistema de tickets, montado em um dia e em produção há três anos.
França, com clientes de operação global
O cliente
A Mersy é uma empresa francesa fundada e dirigida por Stéphane Feuillu, que atua na gestão e otimização de custos de contratos de TI, com foco em contratos de software, para grandes corporações. A proposta é bem específica: gerar ganhos substanciais na linha de compra de software, um serviço de alto valor agregado construído sobre o que a empresa chama de Bureau des licences, o escritório de licenças que resulta de dez anos de expertise, experiência acumulada e ferramentas próprias, e que é inteiramente autofinanciado. Na prática, a Mersy trabalha ao lado de diretores financeiros, de TI e de compras para eliminar riscos de não conformidade e melhorar o resultado antes dos impostos.
A base de clientes está concentrada no CAC 40, no SBF 120 e nas ETI, as empresas francesas de médio porte, com companhias de mais de cinco mil funcionários, algumas delas com operação mundial e estruturas organizacionais complexas, e existe um movimento em curso para atender também a faixa entre mil e cinco mil funcionários. Um único cliente da Mersy pode envolver dez mil usuários, o que dá a dimensão do problema de distribuição que a empresa precisava resolver.
O ponto de partida
O trabalho da Mersy depende de coletar e manipular grandes volumes de dados de uso de software para entender comportamento de consumo e traduzir isso em recomendações de otimização, e essa manipulação exigia uma ferramenta de BI capaz de transformar dado técnico em algo compreensível, papel que o Qlik Sense passou a cumprir.
O problema apareceu na etapa seguinte. Os painéis chegavam bem aos contatos mais preparados dentro de cada cliente, e esses contatos precisavam levar a informação ao resto das equipes deles, pessoas que não têm familiaridade com ferramentas analíticas e que a Mersy, sendo uma empresa pequena, não tinha condições de treinar. Stéphane concluiu que a interface precisava parecer um site comum, com navegação que qualquer pessoa entendesse ao primeiro contato, e passou a procurar quem pudesse construir isso, o que o levou à Cluster.
Vale registrar o que ele diz sobre essa decisão, porque é o tipo de coisa que costuma ficar de fora de um case e que interessa muito a quem está avaliando fornecedor. Ele descreve o desconforto de ser uma empresa pequena iniciando relação com um parceiro do outro lado do Atlântico, conta que essa questão foi discutida abertamente antes do começo, e diz que não encontrou outro fornecedor que reunisse o mesmo domínio técnico e o mesmo nível de serviço.
O que foi implantado
O NewHub passou a ser a camada de consumo que os clientes da Mersy acessam, com entrada pelo próprio site da empresa, autenticação desenvolvida pela Mersy e conexão via SSO para parte dos clientes, e o que o usuário final vê é um ambiente com a identidade Mersy consumindo dados do Qlik Sense por baixo. A navegação foi montada em dois caminhos simultâneos, com botões na entrada para quem quer chegar direto ao ponto e um menu lateral para quem precisa descer a um nível específico, e a organização acomoda o fato de que a Mersy mantém tipos diferentes de aplicação para perfis diferentes, desde versões enxutas voltadas a planos de ação até aplicações com informação detalhada, de modo que cada pessoa é levada ao conteúdo compatível com o que faz.
Duas escolhas ampliaram o alcance da plataforma. A primeira foi o uso do espaço de links para conectar o portal ao CRM e ao sistema de tickets da Mersy, o que faz o cliente circular por uma plataforma de gestão de contratos e não por uma ferramenta de BI isolada, ponto que Stéphane trata como parte do requisito original, já que ele buscava uma arquitetura completa de aplicações e não uma peça avulsa. A segunda foi a incorporação de vídeos dentro do próprio ambiente, funcionando como guia de uso e tutorial, o que reduz a necessidade de treinamento formal justamente na população de usuários que a Mersy não tem como treinar.
A interface está em francês, e essa localização importa mais do que parece num cenário em que o usuário final é o funcionário de uma grande empresa francesa que precisa achar o número dele sem intermediação.
